Sunday, February 20, 2005

 

Votar em Bruxelas, "capital" da UE

O direito de voto para os portugueses fora de Portugal não é uma realidade para todos.
Nem mesmo para aqueles que se encontram na União Europeia.
Não o é sequer para todos aqueles que se encontram em Bruxelas, a chamada capital União Europeia.

É-o talvez para alguns, para o presidente da comissão europeia, os eurodeputados e mais alguns com capacidades financeiras para se deslocarem a Portugal e votarem.
Votar sai caro. Não sabia ainda disso, mas é uma verdade.
É um direito e um dever mas não é para todos os bolsos.

E infelizmente, mesmo para aqueles que decidiram a opção mais barata, isto é, deslocarem-se a custas próprias, por várias vezes, a um posto consular para se registarem, depois recensearem e mais tarde um dia, eventualmente, votarem, até para votar pode continuar impossível.
A primeira coisa exigida pelos nossos postos consulares é um cartão de residência do país onde nos encontramos.
Esse documento, pela minha condição de estudante, nunca o irei conseguir...
E, por essa razão estou há ano e meio aqui e sou forçado a engrossar as fileiras da abstenção.

Não votei nas europeias de 2004, nem nas legislativas de 2005...
Quando será que conseguirei votar?

Há muitos mais como eu, por estas e outras razões.
Por isso apelo a que nós, abstencionistas forçados, nos unamos para tornar o voto por correspondência uma realidade para todos nós.
Para isso, peço que coloquem aqui os vossos casos pessoais, as diligências que já fizeram e os resultados das mesmas.
Assim, poderemos ter uma ideia geral do tipo de problemas encontrados e decidir por uma linha de acção.
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