Saturday, February 26, 2005

 

Aquiq III: Algumas questões que o voto de pessoas deslocadas coloca

Um texto* com algumas reflexões interessantes:

"(...) [Uma questão que o voto à distância coloca] é a obrigação de viver no círculo para o qual votas (excepto nas situações temporárias). De outra maneira, certas pessoas seriam tentadas a registar-se nos círculos onde o seu voto fosse mais decisivo.(...)
Agora o que eu defendo, como sabes, é que qualquer pessoa possa utilizar o voto por correspondência, seguindo certas regras. Uma delas passará sempre pelo atestado de residência para provar que votas nos deputados que realmente te representam (e, quanto mais não seja, para que te enviem o voto para casa).(...)
Obviamente, as embaixadas poderiam aceitar registos temporários,comunicar com as freguesias para dar baixa nos cadernos e aceitar o voto presencial à distância. Não parece muito complicado e é o que acontece com os croatas por exemplo. Mas isto levantaria tambémquestões logísticas, (...) as embaixadas teriam de ter uma urna por cada freguesia? Se houver só o teu voto naquela urna para aquela freguesia, o teu voto é ainda secreto?
(...)
Enfim, eu sou pela mudança e por abolir o voto exclusivamentepresencial. Não sei bem o que poderão ser as formas de luta desta batalha. A CNE recebe pelo menos desde 1995, cartas com pedidos para votação no estrangeiro de estudantes temporariamente deslocados.
Os partidos creio que sabem como estão as coisas.
(...)"

* - Texto de Aquiq, recebido por e-mail, editado conjuntamente e publicado após autorização do autor.
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