Saturday, February 26, 2005

 

Aquiq I: Rápida síntese acerca do voto electrónico vs. voto por correspondência

"(...) Muito resumidamente, o voto electrónico tem vários problemas, além de ser tecnicamente possível conhecer a origem do voto, há a questão de potenciais recontagens (nos EUA certos estados com voto electrónico presencial não faziam cópias impressas levantando dúvidas na recontagem... recontar o quê?), e da segurança, etc. Além disso para participar na monotorização não bastam simples representante dos partidos, necessitam-se técnicos especializados.

O voto por correspondência é, em princípio, seguro. Há um sobrescrito verde com o boletim de voto, e este sobrescrito envia-se dentro de um outro juntamente com uma fotocópia do cartão de eleitor. Depois suponho que será algo assim:
A mesa de voto abre o primeiro sobrescrito, dá baixa do eleitor nos cadernos e introduz o sobrescrito verde na urna. Claro que ainda há a possibilidade de falsificação do cartão de eleitor... mas adicionando uma fotocópia do BI/passaporte e uma assinatura (neste momento não necessários) creio que se fez tudo o possível para evitar fraudes. (...)

Concluindo, quer o voto electrónico, quer o voto por correspondência, levantam muitas questões comuns, nomeadamente o secretismo do voto, ter a certeza que é a própria pessoa a votar (por exemplo: um familiar pode votar por toda a família sem esta sequer se aperceber, ou a família poderá ser induzida a votar num certo sentido), a segurança contra voto fraudulento, mas são coisas que se têm que precaver até um certo ponto e depois confiar (...).

No entanto uma coisa que é definitivamente necessária é o recenseamento, e sem papéis não se pode votar."

Concordo plenamente com este texto*, especialmente com esta última frase.
É o verdadeiro gargalo, apertadíssimo, e que não permite que os deslocados possam exercer os seus direitos, a fase do recenseamento.
É aqui, no aligeirar e simplificar das obviamente necessárias burocracias e "papelada" necessária, que se deve agir.
A burocracia é organização com um determinado formato, e essa formatação existe para facilitar a vida de quem organiza e de quem "é organizado" por ela.
Não deverá existir para pôr pessoas, cidadão nacionais, fora dessa organização formatada, desse sistema.
Não.
Deve procurar incluir a todos e não excluir ninguém.
É realmente uma coisa boa, a burocracia (que heresia, dirão alguns!).
O problema é que, normalmente, quando está desadequada temporalmente não é actualizada e é usada como desculpa para a inoperância.
"Meu senhor, a sua situação não está contemplada no sistema previsto..."
Pois... o ónus da "culpa" pela desactualização é transferido não para os burocratas e legisladores que nela e dela vivem, mas sim para a sociedade e para as pessoas comuns que se querem servir da mesma organização que sustentam com os seus impostos.
Pois, mas nós não temos culpa pela situação não ser alterada!
Até informamos a quem de direito da necessidade de mudança!
Para quando essa mudança?

* - Texto de Aquiq, recebido por e-mail, editado conjuntamente e publicado após autorização do autor.
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